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utilização de espermatozóides ou ovócitos de dadores

O recurso à utilização de espermatozóides ou de ovócitos de dadores é uma opção prática nos casos em que o homem não tem espermatozóides ou a mulher é incapaz de produzir óvulos. Esta opção é também considerada quando a mulher produz os seus próprios óvulos, mas a sua qualidade é deficiente, ou nos casos em que um dos membros do casal corre o risco de transmitir uma doença hereditária aos filhos. Independentemente das taxas de sucesso, a decisão de recorrer ou não a dadores é provavelmente uma das mais difíceis que um casal terá de tomar.

Muitas vezes, os casais debatem-se com a ideia de que uma criança nascida graças à intervenção de um dador não possui uma relação genética com ambos os pais. É uma questão realmente complexa. O casal terá de reflectir seriamente sobre este assunto. A leitura de artigos sobre a doação de ovócitos ou de espermatozóides poderá, eventualmente, ajudar o casal a tomar uma decisão. Os relatos das experiências de pessoas que já viveram esta situação podem ser particularmente úteis. Esta é uma decisão que muda a vida do casal e tem de contar com o total apoio de ambos.

Em Portugal, a comercialização de gâmetas é proibida por lei. Isto significa que as clínicas não podem lançar campanhas de angariação de gâmetas com fins comerciais. Os dadores tem de ter, no mínimo, 18 anos. Na prática, deveria ser dada preferência a dadores com mais de 30 anos, pois é mais difícil excluir a possibilidade de os dadores mais jovens estarem a ser pressionados a doar os seus gâmetas.

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