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taxas de sucesso

Quais são as probabilidades de sucesso?

Num tratamento de FIV, as probabilidades de gravidez por transferência embrionária são, em média, cerca de 27 - 33%. Porém, tudo depende das circunstâncias do caso concreto, tais como idade, qualidade do esperma, número e qualidade dos embriões. Além disso, uma gravidez nem sempre resulta no nascimento de uma criança. Um quarto das gravidezes termina num aborto espontâneo (15 - 20% do total) ou numa gravidez ectópica (1 - 5%).

Uma vez que cada ciclo proporciona uma nova oportunidade, metade dos casais, em média, volta para casa com um filho ou mais após três tentativas.

A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (www.spmr.pt) tem vindo a promover um Registo Nacional de PMA.

Estes dados são muito úteis, pois permitem aos diferentes Centros de Infertilidade comparar as suas taxas de sucesso com as taxas gerais das clínicas portuguesas que contribuem com dados. No entanto, para interpretar correctamente estes dados, é necessário analisar em profundidade a forma como são obtidos.

Os resultados da FIV podem ser apresentados de várias formas. Têm sido utilizadas as seguintes definições:

  • Ciclo iniciado:tentativa de FIV, desde o início da administração de fármacos para estimular o crescimento dos folículos.

  • Punção folicular:Punção dos ovários com o objectivo de obter óvulos.

  • Transferência de embriões:Transferência de embriões para a cavidade uterina.

  • Gravidez Bioquímica:Resultado positivo da análise de urina ou do teste serológico (>50 UI/L), decorridos, pelo menos, 15 dias após a punção.

  • Gravidez Clínica:Evidência ecográfica de uma gravidez (visualização de saco gestacional) dentro ou fora do útero (cerca de 3 semanas após a punção). Múltiplos sacos gestacionais contam apenas como uma gravidez clínica.

  • Gravidez em Evolução:Gravidez intra-uterina intacta verificada mediante ecografia > 10 semanas após a punção.

  • Intervalo de confiança:Intervalo no qual a certeza é de 95%.

O número de gravidezes em evolução por cada ciclo iniciado, por punção ovárica e por transferência de embriões diz-nos alguma coisa sobre a qualidade dos cuidados prestados por um centro, mas ainda há que ter em conta outros aspectos.

  • Em primeiro lugar, esta percentagem depende de vários factores, tais como a idade da mulher, há quanto tempo está a tentar engravidar e o número de tratamentos anteriores. Estes factores podem variar de centro para centro. Por exemplo, se as pacientes de um determinado centro forem, na sua maioria, mulheres mais velhas, as probabilidades de gravidez desse centro serão mais reduzidas.

  • Em segundo lugar, esta percentagem pode variar de ano para ano por motivos imprevisíveis. Por conseguinte, é aconselhável comparar os resultados de vários anos.

  • Por último, existem outros factores importantes para determinar a qualidade dos cuidados prestados, tais como a satisfação dos pacientes, a percentagem de complicações e a percentagem de partos múltiplos. Por exemplo, se forem transferidos vários embriões, aumentam as probabilidades de gravidez, mas também as probabilidades de partos múltiplos com todos os riscos a eles associados.

Em suma, é necessário precaução na interpretação destes dados.

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