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infertilidade secundária

Diz-se que uma mulher sofre de infertilidade primária se nunca esteve grávida e de infertilidade secundária se já esteve grávida.

Diz-se que um homem sofre de infertilidade primária se nunca engravidou uma mulher e de infertilidade secundária se, no passado, conseguiu engravidar a sua actual companheira ou uma antiga companheira.

A infertilidade secundária é um fenómeno relativamente comum e deve ser vista segundo um conceito de casal, não numa perspectiva individual dos cônjuges.

Porém, existe uma grande diferença entre as pessoas que já têm um ou mais filhos e que não conseguem agora engravidar e aquelas que enfrentam um problema de infertilidade porque ainda não têm filhos.
 
O facto de já existir um filho não significa, no entanto, que o problema de infertilidade seja motivo de menos sofrimento para estes casais do que para os casais que não têm filhos. O desejo de ter outro filho pode ser esmagador e, se a gravidez ou gravidezes anteriores ocorreram de modo natural, o desconhecimento da causa do problema pode dar origem a uma enorme frustração e perplexidade. Os casais que enfrentam uma situação de infertilidade secundária são assolados pelos mesmos sentimentos de culpa, negação, cólera, depressão e frustração que os outros. Além disso, estão sujeitos a uma pressão adicional, pois preocupam-se ainda com a forma como as suas acções e emoções afectam o filho ou os filhos que já têm.

Tal como os casais sem filhos, os casais que sofrem de infertilidade secundária podem desenvolver estratégias que os ajudem a ultrapassar esta crise. Por vezes, pode ser reconfortante falar da situação e do seu impacto emocional com pessoas que estão a atravessar uma experiência idêntica. Independentemente da forma que escolherem para lidar com a situação, é importante impedir que os vossos problemas de infertilidade condicionem totalmente a vossa vida e a da vossa família.

Se necessitarem de mais apoio ou ajuda profissional, devem reconhecer esta necessidade e tomar as devidas providências. Possivelmente, a vossa clínica poderá ajudar-vos neste aspecto. Muitas clínicas contam com psicólogos e outros profissionais especializados a quem poderão recorrer.

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