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gravidez ectópica

A gravidez ectópica ocorre quando o óvulo fertilizado se começa a desenvolver fora do útero. Normalmente, a gravidez ectópica ocorre na trompa de Falópio mas, em casos mais raros, poderá também ocorrer num ovário, no abdómen ou no colo uterino. Este fenómeno constitui uma das complicações mais graves da gravidez, afectando uma em cada 100 gravidezes.

Caso existam indícios de que o problema se resolverá por si, poderá ser adoptada uma atitude de “esperar para ver”. Em casos raros, poderão ser administrados fármacos (metotrexato) para interromper a gravidez Contudo, o método de tratamento consiste normalmente numa cirurgia destinada a interromper a gravidez. Tendo em conta a fase da gestação, o estado das trompas de Falópio e o historial clínico da mulher, esta operação poderá ser realizada através de laparoscopia. Muitas vezes é necessário extrair a trompa que contém a gravidez ectópica.

Se não for objecto de tratamento, a gravidez ectópica pode ser extremamente perigosa. Caso o embrião tenha já atingido uma certa fase de desenvolvimento, pode causar a ruptura da trompa de Falópio e, consequentemente, dar origem a hemorragias internas graves e potencialmente fatais.

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  • sintomas da gravidez ectópica
  • nova gravidez

tratamentos de infertilidade e gravidezes ectópicas

A infertilidade nas mulheres é frequentemente causada por uma anomalia e/ou obstrução das trompas de Falópio. Nestes casos, todos os tratamentos destinados a conseguir uma gravidez (incluindo uma cirurgia anterior), as aderências (tecido cicatricial) ou uma gravidez ectópica anterior podem aumentar o risco de (outra) gravidez ectópica. O consumo de tabaco pode também aumentar este risco.

Fertilização in vitro (FIV) – Neste procedimento, os óvulos fertilizados (embriões) são transferidos para o útero. Embora este processo não afecte directamente as trompas de Falópio, comporta um risco de gravidez ectópica ligeiramente superior ao normal. Tal deve-se à deslocação do embrião do útero para a trompa de Falópio, depois de ter sido transferido mas antes da implantação. Cerca de 2 – 5% gravidezes de FIV são ectópicas.

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sintomas da gravidez ectópica

Se a mulher sentir dores abdominais agudas nas primeiras semanas de gestação, é importante considerar a possibilidade de uma gravidez ectópica. (Se as ecografias anteriores tiverem revelado que a gravidez se está a desenvolver no útero, estas dores abdominais terão provavelmente outra causa.) Os principais sintomas são:

  • Cãibras ou dores abdominais laterais agudas (poderão começar por uma dor ligeira que se vai tornando mais penetrante).
  • Dores no pescoço e nos ombros.
  • Hemorragias semelhantes à menstruação acompanhadas de dores (mas a dor é o principal sintoma).

 
A gravidez ectópica pode ser ainda detectada através de análises ao sangue. Se os níveis de hCG não estiverem a aumentar a um ritmo normal ou se se apresentarem constantemente elevados, será necessário realizar uma ecografia para excluir ou confirmar a hipótese de gravidez ectópica.

Em caso de ruptura da trompa de Falópio, as hemorragias ocorrerão antes da gravidez ectópica ser diagnosticada ou tratada. Neste caso, os sintomas poderão agravar-se e incluem:

  • Dores agudas intensas e dor súbita no abdómen.
  • Sentimento de fraqueza ou desmaios.
  • Dor na zona dos ombros.

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nova gravidez

Em muitos casos, é possível engravidar novamente, desde que exista uma trompa de Falópio saudável e/ou seja utilizada a FIV, caso em que as trompas não serão necessárias. Aproximadamente 50% das mulheres que tiveram uma gravidez ectópica poderão conceber naturalmente e ter um parto. No entanto, em 10 a 20% dos casos, poderá ocorrer uma nova gravidez ectópica.

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