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pré-eclampsia

Durante a gravidez, a circulação sanguínea sofre várias alterações que podem levar a pressão arterial elevada (hipertensão). A hipertensão associada à gravidez é ligeiramente mais comum nas mulheres que engravidam pela primeira vez.  

Se uma mulher que sempre teve uma tensão arterial normal sofrer de pressão arterial elevada na segunda metade da gravidez, diz-se que sofre de hipertensão gestacional. A pré-eclampsia é uma forma mais grave de hipertensão gestacional. Na pré-eclampsia, também são detectadas proteínas na urina (proteinúria). A pré-eclampsia afecta 5 10% das mulheres grávidas, sendo mais frequente nos casos de gravidez múltipla. Aproximadamente 10 a 20% destas mulheres são afectadas por pré-eclampsia a qual ocorre numa fase mais precoce e com maior gravidade. O risco de pré-eclampsia é também ligeiramente maior nas mulheres com mais de 35 anos.

Uma pequena percentagem destas mulheres apresenta uma forma de elevada gravidade, podendo ocorrer complicações graves (tais como convulsões). Esta doença designa-se por eclampsia. Em certos casos, esta grave doença assume uma forma especial designada por síndroma de HELLP, que pode causar lesões nos órgãos. Felizmente, trata-se de um fenómeno raro.

A causa da hipertensão gestacional e da pré eclampsia não é conhecida.

  • quais são os perigos da hipertensão arterial?
  • quais são os sintomas?
  • o que pode fazer a mulher?

quais são os perigos da hipertensão arterial?

Embora a maioria das mulheres com hipertensão arterial tenha bebés saudáveis, existe um risco acrescido de ter um bebé muito pequeno que poderá necessitar dum parto prematuro ou que sofra de asfixia durante o parto.
O risco de complicações depende também da altura em que os problemas de hipertensão começaram. Quanto mais tarde ocorrerem, menor será o risco de complicações.

A pré-eclampsia, porém, é uma doença grave que aumenta consideravelmente os riscos para a mãe e para o bebé: pode causar um acidente vascular cerebral ou lesões hepáticas à mãe e restrição de crescimento ao bebé.

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quais são os sintomas?

É possível que as mulheres com hipertensão gestacional não apresentem quaisquer sintomas. Da mesma forma, nas fases iniciais da pré-eclampsia poderão não se manifestar quaisquer sintomas. Por este motivo, é importante que a mulher não falte às consultas pré natais, onde a sua pressão arterial será medida regularmente e serão também realizadas análises regulares à urina (para detecção de proteínas).

Um dos sinais visíveis da pré-eclampsia é o inchaço dos tornozelos, designado por edema. No entanto, importa não esquecer que o inchaço das mãos e dos pés pode afectar também mulheres grávidas que não sofrem de hipertensão. À medida que a pré-eclampsia se agrava, poderão surgir sintomas de problemas mais graves, entre os quais dores de cabeça, problemas de visão (visão turva, ver estrelas ou luzes), formigueiro nos dedos, dores na parte superior do abdómen, náuseas e/ou vómitos e retenção de líquidos (edema). Se a mulher suspeitar que pode sofrer desta doença, deve consultar o seu médico logo que possível.

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o que pode fazer a mulher?

Se for detectada hipertensão arterial, é importante acompanhar regularmente esta situação através de consultas médicas. Provavelmente, a mulher será aconselhada a não se enervar e a fazer muito repouso. Na maioria dos casos, não se verificam consequências nefastas. Nas formas mais graves da doença, a mulher poderá ter de ser hospitalizada para ser acompanhada de perto até ao final da gravidez e tomar fármacos para reduzir a pressão arterial. Em casos muito graves, a única alternativa poderá ser induzir o parto. O risco de complicações que um parto prematuro pode comportar para os bebés terá de ser avaliado em função da necessidade de terminar a gravidez devido à doença da mãe. Estas situações representam frequentemente um grande dilema para todas as partes envolvidas.

A tensão arterial acabará eventualmente por voltar ao normal após o parto, sendo pouco provável que a mãe sofra de consequências a longo prazo. Por vezes, após o parto, surgem complicações que exigem cuidados médicos sob a forma de administração de anti hipertensores e/ou consultas periódicas.

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