“Também quero ser Mãe” |
gravidez múltiplaPara o casal, descobrir que conseguiram finalmente engravidar, após uma dura batalha contra a infertilidade, é como realizar o seu maior sonho. É uma experiência que desencadeia emoções profundas, um período repleto de alegria, receios, esperança, alívio e entusiasmo. Porém, a possibilidade de uma gravidez múltipla é um motivo de grande preocupação para os casais que se submeteram a um tratamento de infertilidade. Embora os jornais publiquem, por vezes, histórias sobre o nascimento de quadrigémeos, cinco gémeos e seis gémeos, a grande maioria das gravidezes múltiplas em Portugal consiste em gémeos e, em alguns casos, trigémeos. No que respeita à gravidez múltipla, o maior risco após um tratamento de infertilidade prende-se com a probabilidade de uma gravidez gemelar dizigótica (gémeos falsos), em que dois ou mais óvulos são fertilizados. Além disso, tal como acontece em qualquer outra gravidez, existe também uma probabilidade natural de nascimento de gémeos monozigóticos (gémeos verdadeiros), em que apenas um óvulo é fertilizado. A divisão do embrião após a fertilização dá origem a gémeos verdadeiros. Uma gravidez gemelar monozigótica comporta riscos específicos, que escapam ao âmbito do presente capítulo. Felizmente, a vasta maioria das gravidezes gemelares resulta em bebés saudáveis, mas é importante compreender que a gravidez múltipla aumenta o risco de aborto espontâneo e de outras complicações. Esta secção descreve esses riscos, fornecendo ainda alguns conselhos úteis para os casais que enfrentam uma gravidez múltipla. |
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