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factos sobre a infertilidade

Os problemas de fertilidade são extraordinariamente comuns: estima-se que entre 10 a 15% dos casais dos países desenvolvidos têm problemas em engravidar. A probabilidade de um casal fértil e saudável conseguir engravidar é de cerca de 25% por mês, mas diminui à medida que a mulher envelhece. Para os casais com infertilidade, a probabilidade mensal é menor. Na terminologia médica, a fertilidade diminuída é designada por "infertilidade” (o termo “esterilidade” é reservado para casais que não têm qualquer possibilidade de engravidar por processos naturais).

É estabelecida uma distinção entre os casais que nunca conseguiram engravidar juntos (a chamada “infertilidade primária") e os casais que já conseguiram engravidar juntos, mas que não foram bem sucedidos em tentativas posteriores (”infertilidade secundária”). A infertilidade secundária abrange casais com um ou mais filhos, bem como casais em que a mulher sofreu um aborto espontâneo.

  • factos essenciais
  • factos que todos os casais deveriam conhecer
  • a infertilidade nos dias de hoje
  • tratamentos actualmente disponíveis

factos essenciais

  • Relativamente às mulheres com menos de 35 anos, a infertilidade define-se como a incapacidade de engravidar durante um período igual ou superior a 12 meses com relações sexuais não protegidas. Para as mulheres com mais de 35 anos, o período de tempo utilizado para definir a infertilidade é apenas de seis meses, segundo alguns especialistas.

  • As mulheres com menstruações, ou períodos irregulares, poderão ter problemas com a ovulação (libertação dos óvulos), são geralmente aconselhadas a submeter-se a exames médicos e considerar a hipótese de tratamento mais cedo.

  • Em Portugal, estima-se que a infertilidade também afecta aproximadamente 10 a 15% dos casais.

  • A infertilidade não está associada a qualquer raça ou etnia específica.

O termo esterilidade é reservado para casais que não têm qualquer possibilidade de engravidar por processos naturais.

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factos que todos os casais deveriam conhecer

Os casais com uma fertilidade normal têm 85% de probabilidades de engravidar no espaço de um ano. Aproximadamente 8% dos casais só conseguirá engravidar decorridos mais de 2 anos.

A infertilidade apresenta aproximadamente a mesma frequência nos homens e nas mulheres. Em regra, em cerca de 30% dos casos, o problema tem origem na mulher e, noutros 30% dos casos, tem origem no homem. Em 30% dos casos, ambos os membros do casal apresentam problemas e 10% dos casais não apresentam problemas identificáveis que permitam explicar a fertilidade reduzida.

A idade das mulheres é um dos factores que mais influencia a fertilidade. Embora muitas mulheres engravidem depois dos trinta anos, a mulher atinge o seu pico de fertilidade por volta dos 25 anos. A partir dessa idade, a fertilidade diminui gradualmente até aos trinta e cinco anos e, daí em diante, sofre um rápido decréscimo. Nas mulheres, o problema de fertilidade mais comum está relacionado com a ovulação.

A probabilidade de uma mulher de 35 anos engravidar é aproximadamente metade da duma mulher de 20 anos e numa mulher de 40 anos, é apenas de 10%.

Uma mulher de 37 anos tem cerca de 25% de probabilidades de sofrer de infertilidade; uma mulher de 41 anos, 50% e, para uma mulher de 43 anos, a probabilidade de sofrer de infertilidade aumenta para 75%.

No que respeita aos homens, a fertilidade diminui lentamente até cerca dos 40 anos e, a partir dessa idade, começa a diminuir mais rapidamente. As causas mais comuns da infertilidade masculina são a redução do número ou da mobilidade dos espermatozóides e/ou alterações da sua forma.

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a infertilidade nos dias de hoje

Os tratamentos designados por técnicas de procriação medicamente assistida (PMA) abrangem a fertilização in vitro (FIV) e tratamentos afins.

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tratamentos actualmente disponíveis

O tratamento depende da identificação da causa da infertilidade. Uma vez identificada a causa, existem várias opções de tratamento disponíveis, que podem ser classificadas da seguinte forma:

Os tratamentos para indução controlada da ovulação: envolvem apenas o recurso a tratamentos farmacológicos, monitorizados com exame ecográfico.

Os tratamentos com inseminação intra-uterina: envolvem a conjugação de tratamentos farmacológicos com um tratamento para estímulo da fertilidade, como, por ex., a inseminação intrauterina de espermatozóides.

A procriação medicamente assistida (PMA): envolve o recurso a tratamentos farmacológicos em conjunto com técnicas de PMA que implicam a fertilização laboratorial como por ex., a FIV ou a micro--injecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).

A técnica designada micro-injecção, micro-fertilização ou injecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) pode ajudar alguns casais, especialmente aqueles que são afectados por infertilidade masculina. Ao invés de juntar óvulos e espermatozóides numa placa de Petri, como acontece na FIV normal, esta técnica de fertilização envolve a injecção de um espermatozóide no óvulo. A utilização da ICSI aumentou extraordinariamente a taxa de fertilização em casos duma baixa contagem de espermatozóides ou espermatozóides com mobilidade e/ou morfologia alteradas. Este método foi descrito pela primeira vez em 1992.

Em alguns casos, poderá ser necessária uma intervenção cirúrgica para aumentar a probabilidade de uma potencial gravidez. Contudo, frequentemente, depois ainda será necessário um dos tratamentos atrás descritos.

Em Portugal, no ano de 2003, 1 em cada 562 crianças nasceu através de FIV ou ICSI.(10  em cada 500)

Nos raros casos em que se verifica no esperma uma total ausência de espermatozóides (azoospermia) devido, por exemplo, a uma obstrução dos canais deferentes, podem ser feitas tentativas para obter espermatozóides:

  • directamente do epidídimo através de uma punção (extracção aspirativa com uma agulha) - PESA. 
  • directamente dos testículos através de uma punção – TESA. 
  • directamente dos testículos através de um pequeno acto cirúrgico – TESE.

Os espermatozóides obtidos podem então ser utilizados para um procedimento normal de ICSI

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