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anatomia feminina

Se analisarmos o processo reprodutivo, compreendemos rapidamente que são vários os pontos onde este processo pode falhar, dificultando a concepção.

O aparelho reprodutor feminino é composto por três orgãos principais:

  • ovários
  • trompas de Falópio
  • útero

ovários

Os ovários são pequenos orgãos de forma oval, que se situam imediatamente abaixo das trompas de Falópio de cada lado do útero. Os ovários contêm estruturas cheias de líquido, designadas por folículos, que, por sua vez, contêm óvulos imaturos. Todos estes óvulos foram desenvolvidos na mulher quando ela era ainda um embrião. Apenas uma pequena parte deles atingirá a maturidade durante a vida da mulher. Após a puberdade, muitos óvulos iniciarão um processo de desenvolvimento mensal, embora, normalmente, apenas um seja libertado ou ovulado por mês. Após a ovulação, o óvulo entra nas trompas de Falópio.

trompas de Falópio (oviductos)

A trompa de Falópio é o local da fertilização. Embora pareça ser muito simples, a trompa de Falópio é, na realidade, um órgão bastante complexo. Cada trompa possui extremidades digitiformes, designadas fímbrias, que se adaptam à superfície do ovário e recolhem o óvulo expulso. A trompa de Falópio, cujo diâmetro atinge cerca de 17 mm na extremidade aberta junto ao ovário, vai-se estreitando à medida que se aproxima do útero, até atingir o diâmetro da ponta de um lápis. A extremidade mais próxima do ovário contrai-se para impulsionar o óvulo para o local da fertilização, enquanto que a extremidade mais próxima do útero se eleva para facilitar a passagem do esperma ao longo da trompa. Estas deslocações ao longo da trompa de Falópio são também facilitada pelos cílios, estruturas minúsculas semelhantes a pêlos situadas nas paredes interiores. Ao longo do processo de fertilização, a trompa de Falópio cria o ambiente ideal para conservar o óvulo feminino e o esperma masculino. Poderão ser necessários alguns dias para que o óvulo e, posteriormente, o embrião (óvulo fertilizado) percorram toda a extensão da trompa de Falópio e cheguem ao interior do útero.

As trompas de Falópio têm as seguintes funções:

  • Recolher o óvulo libertado.
  • Proporcionar nutrientes e um meio de deslocação para o óvulo.
  • Transportar o esperma até junto do óvulo.
  • Criar o ambiente ideal para a fertilização.
  • Transferir o embrião (óvulo fertilizado) para o interior do útero.

útero

O útero é um órgão oco, em forma de pêra, situado na parte inferior da pélvis da mulher. Após a ovulação (libertação do óvulo), o revestimento da cavidade uterina aumenta de espessura, preparando-se para receber um embrião (óvulo fertilizado) vindo da trompa de Falópio. Após a implantação, o útero protege, desenvolve e alimenta o feto até ao nascimento. Se a mulher não estiver grávida,esse revestimento uterino – designado endométrio – sofre uma descamação e é expulso durante a menstruação (período).

colo uterino (cérvix)

O colo uterino é a ligação entre a zona inferior do útero e a vagina. As suas glândulas segregam um muco que sofre alterações durante o ciclo reprodutivo, tanto em termos da quantidade segregada como da sua composição. Durante os dias férteis da mulher, que ocorrem à volta do dia da ovulação, o muco cervical torna-se menos espesso e mais elástico para facilitar a passagem do esperma para o útero. Após a ovulação e/ou durante a gravidez, o muco cervical torna-se mais espesso, formando uma barreira protectora contra substâncias estranhas e infecções.

Um aumento da secreção vaginal saudável a meio do ciclo pode ser um indício da aproximação da ovulação.

fisiologia reprodutiva normal da mullher

O ciclo menstrual de uma mulher é um processo complexo, que envolve vários órgãos e hormonas.

Para começar, no primeiro dia de menstruação (1.º dia do ciclo da mulher), o corpo começa a produzir e a libertar quantidades cada vez maiores da hormona folículo-estimulante (FSH). Esta hormona, segregada pela glândula pituitária ou hipófise, situada na base do cérebro, é responsável pelo crescimento dos folículos, que produzem então os estrogénios, a hormona feminina. Durante o crescimento dos foliculos, os óvulos começam o seu processo de maturação. Ao 14.º dia de um ciclo normal (ciclo de 28 dias), a hipófise segrega uma grande quantidade de outra hormona, a hormona luteinizante (LH); este fenómeno é designado por pico de LH. A LH estimula a maturação final de um óvulo e inicia o processo de ovulação, ou seja, a libertação de um óvulo maduro pelo folículo dominante do ovário, que posteriormente é recolhido pela trompa de Falópio. Enquanto o óvulo libertado se desloca ao longo da trompa de Falópio, o referido folículo modifica-see começa a produzir outra hormona, a progesterona. A progesterona transmite instruções ao revestimento uterino, endométrio, para se preparar para a implantação de um óvulo fertilizado (embrião).

A primeira metade do ciclo (na qual se dá o crescimento dos folículos) é designada por fase folicular; a segunda metade é designada por fase lútea.

Se os espermatozóides atingirem a trompa de Falópio, o óvulo pode ser fertilizado e o embrião daí resultante desloca-se ao longo da trompa de Falópio até ao útero, onde se pode implantar e, se tudo correr bem, dar origem a uma criança. Se não existir fertilização, o óvulo desloca-se até ao útero, mas não se consegue implantar e degenera. Aproximadamente duas semanas após a ovulação, o útero não grávido transmite um sinal ao ovário para diminuir a produção de progesterona. Consequentemente, o revestimento uterino descama e é expulso com a menstruação. O ciclo volta então ao início.
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